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Economia Circular


Economia Circular
O fim que não existe é o princípio da mudança!
Por Maria Coutinho | 14ºC

O conceito de Economia Circular, que na prática tem a intenção de substituir o tradicional modelo da Economia Linear, pode ser percecionado enquanto um modelo económico de produção e consumo, que se rege pelas práticas de - redução, reutilização, recuperação e reciclagem. Estas práticas materializam-se ao nível dos produtos, materiais e recursos, gerando valor através de um esforço disruptivo que contraria o conceito de end-of-
life.

Tendo em vista abolir a sequência produtiva e comercial - produção, utilização e desperdício – o modelo circular contempla dois ciclos complementares: o biológico e o técnico. O ciclo respeitante aos materiais biológicos, pressupõe a decomposição através de organismos vivos. E, por outro lado, o ciclo que se refere aos materiais técnicos, contempla todos aqueles que não se decompõem através de organismos vivos. Assim, com o objetivo claro de manter os materiais utilizados em cada produto, o maior tempo possível dentro da economia, cada um destes acaba por ser considerado um recurso valioso, em detrimento de lixo.

Este modelo económico tem a capacidade de revolucionar a economia tradicional, ao torná-la mais competitiva ao mesmo tempo que eleva o valor de sustentabilidade, deixando progressivamente de haver uma procura incessante pelas matérias-primas – retardando assim a sua escassez e finitude.

Tanto do ponto de vista empresarial quanto da população no seu todo, em traços gerais, são visíveis os benefícios deste modelo ao nível da eficiência produtiva, da segurança associada à não escassez de matéria-prima e da redução do número de aterros - só possível a partir de uma gestão eficiente dos resíduos, da durabilidade dos produtos, da promoção da integração social e da redução dos efeitos nefastos para o clima e biodiversidade.

Ao nível das forças deste tipo particular de economia, pode enfatizar-se o seu poder em reduzir de forma sistemática direta o custo dos materiais, o crescimento da própria economia - que se admite estar menos exposta às flutuações de preço - e uma diminuição da dependência dos próprios recursos. Já ao nível das suas fraquezas, urge a necessidade de conhecer em detalhe todo o ciclo de vida do produto – muitas vezes só exposto em parte. Não obstante, no que concerne às ameaças, é possível destacar o facto de, sendo possível gerir na totalidade o ciclo de vida do produto, se poder incorrer num conluio, que posteriormente tenda a originar uma estrutura económica em cartel.

No entanto, considera-se uma clara oportunidade o facto de, ao desenvolver um sistema desenhado especificamente para este modelo circular, haver o potencial de acesso mais fácil e menos dispendioso aos materiais.

“Atualmente, a produção de materiais de uso
quotidiano é responsável por 45% das emissões
de CO2.”
Europarl | 12-02-2021

 

Europa

No contexto europeu, revela-se premente destacar iniciativas que têm vindo a contribuir para a implementação da Economia Circular na União Europeia. Em 2020, a Comissão Europeia apresentou, O Plano de Ação para a Economia Circular, que visa uma produção mais sustentável, capaz de reduzir os resíduos a ela associados. Este plano, embora tenha o objetivo claro de se estender a tantos mercados quanto possível, incide e mobiliza esforços no sentido de colmatar primeiramente este desperdício nos setores - das Tecnologias de Informação, dos Têxteis, da Construção e de todas a indústrias que utilizem plástico na confeção dos seus produtos ou prestação de serviços.

Posteriormente, no presente ano de 2021, estão a ser feitas exigências no sentido de alcançar uma economia neutra ao nível das emissões de carbono e todo e qualquer tipo de substâncias tóxicas – com o objetivo específico de implementar até 2050 uma economia completamente sustentável e circular.

"Na União Europeia, a economia circular tem capacidade para gerar poupanças na ordem dos 600 mil milhões de euros, ou 8% do volume de negócios anual, das empresas e para reduzir em 2,4% a emissão anual total de gases com efeito estufa."
Endesa | 25-06-2020

 

Portugal

Por fim, no panorama nacional, ressalta o Plano de Ação para a Economia Circular em Portugal – segundo a premissa Liderar a Transição, que tem em vista a passagem do atual modelo linear predominante, para um modelo circular, de modo a contribuir para a criação de mais postos de trabalho - possível através de um maior investimento e de um crescimento económico subjacente. Este plano consagra três níveis de atuação: ações macro, de âmbito transversal; ações meso, ao nível sectorial; ações micro, que operam a nível regional. Neste sentido, inserido nas metas para Portugal 2020, é possível destacar os Sistemas de Incentivo do IAPMEI, que visam aumentar a competitividade empresarial, a modernização dos processos produtivos e a inovação ao nível dos próprios modelos de negócio. De entre estes incentivos
ressaltam os seguintes: o Vale Economia Circular, que disponibiliza serviços de
consultoria; a Qualificação de PME, a nível individual e grupal; a Inovação e Desenvolvimento, que visa apoiar projetos em atividades de investigação industrial ou a título experimental; e a Inovação Produtiva, estimulada no seio das empresas, sejam estas catalogadas enquanto PME ou Não PME.

 

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