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Impacto das Alterações Climáticas nos Desastres Naturais


Artigo por Teresa Pinto | Bióloga e Mestre em Conservação | 14ºC

Desastres naturais são um tópico que nos acompanha e que vai tendo alguma visibilidade e até alcance global. Como o nome indica, são eventos naturais e alguns cíclicos – geralmente físico-químicos, meteorológicos ou astronómicos – que ocorrem desde o inicio da vida da Terra e sem intervenção do Homem. Claro está, como acontece noutros tópicos naturais (extinção de espécies, por exemplo), a mão humana tende a fazer aumentar a velocidade e intensidade com que estes acontecem. Quando um evento natural tem efeitos nefastos sociais – vítimas mortais, destruição – tem o nome de desastre natural. E quais são eles?

 

DESLIZAMENTO DE TERRA / AFUNDAMENTO E COLAPSO

Nesta categoria incluem-se movimentos do solo, seja no aplanamento da terra e aprofundamento das mesmas, sejam outras movimentações como quedas de falésias ou de bolsas de argila instáveis.

CICLONES, FURACÕES, TORNADOS E TUFÕES

Estas nomenclaturas tratam o mesmo evento natural: uma zona onde a pressão atmosférica é baixa. O ciclone, apesar de o seu diâmetro poder alcançar os 1500km, apresenta velocidades iguais ou superiores a 120km/h. O diâmetro do tornado não ultrapassa os 2km, mas a sua coluna gira perto dos 500km/h. O ar quente e húmido sobe em correntes de conceção, ciclone ou anticiclone, de chuvas e ventos que podem atingir velocidades devastadoras e ter consequências destruidoras.

Poderá acontecer em terra ou no oceano e tem nomes diferentes consoante isso e consoante a sua localização geográfica no hemisfério. Um dos mais conhecidos dos últimos anos são o Furacão Katrina e o que provocou mais danos até hoje.

INUNDAÇÕES

Pluviosidade intensa que não é absorvida de volta à terra ou aos mecanismos devidos de escoamento. Pode acontecer o transbordar de rios, ou até dado ao derretimento de neve acumulada. Por vezes é tão intensa que leva veículos, árvores e outros objetos de altas dimensões.

TEMPESTADES

As tempestades podem variar entre gelo, chuva, areia, raios – e todas podem ter uma ocorrência prolongada e levar a outros desastres naturais.

TSUNAMIS

Um tsunami ou maremoto caracteriza-se por ondas gigantes, provocados por um sismo ou vulcão de origem marítima. Podem percorrer zonas densamente populadas costeiras enormes e deixar uma destruição implacável.

SISMOS

Sismos ou terramotos são movimentações violentos de gigantescas massas de terra associadas ao movimento de placas tectónicas ou a erupções vulcânicas que libertam grandes quantidades de energia. Possuem um epicentro e podem sentir-se a milhares de km de distância. A magnitude e os danos causados pelos sismos são definidos pela escala de Richter.

Pode abrir buracos de km de distancia, onde por vezes poderão desaparecer partes de cidades. É considerado o desastre natural mais mortal, embora não a mais frequente.

ERUPÇÕES VULCÂNICAS

O vulcanismo pode ter várias origens e vários outcomes. A sua diversidade é enorme. Pode ocorrer em terra ou no mar, associado a hotspots onde há libertação de magma; entre placas tectónicas, vulcanismo fissural e o mais conhecido, a cadeias montanhosas com um cone vulcânico. Pode dar origem a erupções efusivas, cujo magma é extremamente fluido e a temperaturas mais altas, como a erupções explosivas com magma mais viscoso, gaseificado e associado a muito fumo, nuvens de pó e piroclastos (fragmentos de rocha projetados a alta velocidade e grandes distancias).

SECAS

Secas são também diversas – podem ser permanentes, sazonais, irregulares ou invisíveis. São caracterizadas pela falta de pluviosidade que dura o suficiente para danificar culturas e levar à morte por fome e sede de vários animais e pessoas.

Entre outras catástrofes naturais, como:

INCÊNDIOS FLORESTAIS, EPIDEMIAS E PANDEMIAS, QUEDA DE METEORITOS, RAJADAS DE VENTO

E NOS ÚLTIMOS ANOS, O QUE TEM ACONTECIDO?

NOS ÚLTIMOS 50 ANOS, OS DESASTRES NATURAIS QUINTIPLICARAM

Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), com o “boom” de desenvolvimento dos países no ultimo século, os países desenvolvidos são os menos afetados (9%) pelos desastres naturais comparativamente aos 91% dos desastres que ocorrem nos países em desenvolvimento. A monitorização prévia, as melhores condições de vida e preparação de edifícios e estruturas para estes eventos fizeram com que a mortalidade associada aos mesmos – nos últimos 50 anos – fosse três vezes menor como podemos verificar no gráfico. Ainda assim, há milhares de pessoas afetadas que ficam desalojadas, sem condições sanitárias, sem acesso a cuidados básicos de alimentação ou saúde.

No entanto, as alterações climáticas têm vindo a aumentar a frequência destes eventos para 5 vezes mais e a causar sete vezes mais danos que na década de 70, relata a ONU – com 711 desastres registados em 1970 e 3 536 em 2009.

Cerca de 90% dos desastres nos últimos 20 anos foram causados por 6457 cheias, tempestades, ondas de calor, secas, entre outros, lança o relatório do Escritório das Nações Unidas para a Redução de Riscos de Catástrofe (UNISDR). Avança ainda que os países mais atingidos são os Estados Unidos Filipinas, Indonésia, China e Índia. O número de vítimas, ainda que tenha diminuído consideravelmente, foram contabilizados como 650 000 mortes devido às secas, 577 232 às tempestades, 58 700 às inundações e 55 736 às temperaturas extremas nos últimos 50 anos.

Os desastres naturais mais implacáveis e com mais destaque têm vindo a aumentar, mas os que parecem mais pequenos e insignificantes têm vindo a ser os mais preocupantes e com mais alcance.

Estes números são assustadores ainda que o planeta tenha aumentado a sua temperatura no que parece um “ínfimo” grau. Os anos mais quentes da história aconteceram desde 2015 – com 2020 o segundo ano mais quente já registado – e, caso não sejam cumpridas as múltiplas propostas dos países mundiais para diminuir a temperatura do planeta, poderá haver um aumento de 3,2ºC da mesma. Estima-se e começa a verificar-se que estes fenómenos serão cada vez mais frequentes e severos com o aumento da temperatura global, da subida das águas do mar, dos gases de efeito de estufa.

Esta correlação acaba por não ser unilateral e linear, mas uma metafórica bola de fogo. As alterações climáticas provocam um aumento dos desastres naturais, que por si só, com incêndios e vagas de calor, contribuem para um aumento e retenção dos gases de efeito de estufa que agrava as alterações climáticas e assim sucessivamente.

O relatório da UNISDR relaciona 9 em 10 desastres naturais às alterações climáticas. Sabias que o Anel de fogo do pacífico é uma zona de fronteira entre placas tectónicas, caracterizada pela maior atividade vulcânica e sísmica do planeta e que engloba todos os seguintes países: Japão, Alasca (EUA), Canadá, EUA, México, Guatemala, Costa rica, Panamá, America do Sul, Tailândia, Indonesia, Filipinas Malásia, Timor-Leste, Papua-Nova Guiné, Ilhas Salomão, Vanuatu, Tonga, Nova Zelândia, Taiwan e parte da Antártida?

 

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