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O que é ESG e qual a sua importância?


Artigo escrito por Tiago Freire de Andrade, cofundador do 14ºC e da LINXAI.

Na criação do 14ºC, a nossa intenção era clara, fazer da sustentabilidade ambiental um tema falado com naturalidade, algo que as pessoas percebem e que estão dispostas a trabalhar para fazer acontecer.

Ao começar a nossa infinita e inacabada pesquisa sobre este tema, deparei-me com algo denominado por ESG - Environment, Social and Governance, expressão em inglês que ainda não foi traduzida porque o tema ainda quase não chegou a Portugal.

Na verdade, é algo muito simples, que todos pensamos quando pensamos nas alterações climáticas. ESG trata da responsabilidade das empresas de fazerem os mínimos relativamente ao ambiente, condições sociais e governança (relacionado com a transparência dos processos da empresa, com tudo o que isso implica). Com os “mínimos” quero dizer evitarem grandes escândalos sociais, multas, desastres ambientais ou rumores que a empresa não tem bons comportamentos. Numa primeira análise isto não parece ter grande impacto, visto que só implica as empresas evitarem fazer grandes disparates.

No entanto, é importante mencionar que os Ratings ESG (todas as empresas recebem um score de ESG) são feitos em relação à indústria, ou seja, cada empresa é comparada com os seus concorrentes, o que significa que há agora uma competição entre as empresas em termos de responsabilidade social e ambiental, o que está a impulsionar grandes mudanças.

Algo que está acelerar essa mudança é o facto dos grandes gestores de fundos, como a BlackRock (gere 8 trilhões de dólares, 11x a dívida portuguesa) ou a Vanguard (7 trilhões de dólares) terem anunciado que, a partir de agora, só vão investir em empresas que tenham bons scores de ESG e, se as empresa onde já investem, não mudarem os seus esforços para terem um impacto menos negativo, irão tirar o dinheiro, podendo mesmo causar a falência de grandes empresas.

Um exemplo disto é a Chevron, petrolífera americana, responsável por 3.2% das emissões globais de combustíveis fósseis e cimento, que declarou que não estava interessada em investir em energias renováveis, o que causou grande desconforto nos seus acionistas, tendo mesmo havendo uma ameaça de retirada das suas participações, algo que levaria a maior petrolífera dos EUA a ir a falência, visto que BlackRock e Vanguard têm 20% da empresa.

É neste âmbito que estou a criar a minha startup - LINXAI - que irá ajudar gestores de fundos a investirem com mais responsabilidade, seguindo os critérios de ESG, usando tecnologia para recolher e tratar a informação sobre a sustentabilidade das empresas.

Acredito que o mundo financeiro tem o poder de mudar as tendências das empresas mais rapidamente que a pressão dos consumidores, acredito também que tentar combater o capitalismo ao mesmo tempo que se combate as alterações climáticas é uma luta perdida, que vai levar o debate da sustentabilidade ambiental para um debate político, onde a polarização de lados pode travar drasticamente a mudança que temos que fazer. Temos sim uma vertente económica na sustentabilidade ambiental, aliás, é mais que reconhecido que as alterações climáticas poderão causar crises financeiras enormes, o que não é bom para nenhuma empresa, e que há grandes oportunidades de negócio com a mudança de comportamentos dos consumidores.

Com isto quero dizer que temos uma oportunidade de acelerar as mudanças das empresas com a pressão dos grandes investidores e governos, ao mesmo tempo que os consumidores têm a sua quota parte na pressão para a mudança.

Quem sabe, daqui a dois ou três anos, a conversa de ESG já está ultrapassada, pois as empresas já não criam impactos negativos relevantes e estaremos a falar de SDGs - Sustainable Development Goals / Objetivos de Desenvolvimento Sustentável - ou seja, como é que as empresas podem criar um impacto positivo, e não só neutro, em todas as suas atividades.

Posso estar com falsas esperanças, ao acreditar que o capitalismo pode resolver o problema que criou, mas ao ver os meus colegas do 14ºC, a minha startup e grandes líderes mundiais a acreditarem que podem fazer a diferença para termos um mundo mais positivo, fico sim com esperança que podemos ter um mundo sustentável ambiental, social e financeiramente.

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